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Balão intragástrico: conheça a nova técnica de emagrecer com saúde

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Balão intragástrico: conheça a nova técnica de emagrecer com saúde. 

Quem está acima do peso sabe como é difícil chegar a medida desejada. O corpo começa a dar sinais de que está mais pesado do que deveria e a saúde cobra que é hora de emagrecer. Com receio de um procedimento cirúrgico ou mesmo sem condições físicas de passar por uma bariátrica, uma das alternativas é o balão intragástrico. Essa foi a técnica escolhida pela professora Simone Calmon, 45 anos, no ano passado, para perder peso. Ela conseguiu diminuir 35 kg em seis meses e ainda sair do manequim 50 para o 36. “Passei de 86 kg para 51 kg. Eu meço 1.54 de altura. Já estava com probleminhas de saúde e decidi colocar o balão”, lembra. Sem cortes e com recuperação em dois dias, o procedimento de colocação do balão é feito através de uma endoscopia. “O paciente é sedado. O balão de silicone é insuflado dentro do estômago e preenchido com líquido azul de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento, será expelido na cor azul pela urina”, afirma o médico cirurgião do aparelho digestivo José Alberto da Motta Correia.

O cirurgião explica que o balão não emagrece. É uma terapia para que o paciente reeduque a dieta. “A gente enche esse balão de 600 a 800 ml de líquido. Ele vai ter a sensação de ter essa quantidade de comida 24 horas no estômago. A tendência é que ele coma menos”.

Após seis meses – tempo médio de permanência do produto-, o balão começou a incomodar Simone, que o retirou do mesmo modo que pôs, com uma endoscopia. “Eu não sentia fome nenhuma, comia por ter que comer. Tinha a sensação de estar saciada o tempo inteiro. Com o tempo, meu estômago diminuiu em torno do balão e não tinha espaço para a alimentação. Ele começou a me dar um desconforto e o retirei. Fora isso, foi ótimo. Alcancei além do que era esperado”, diz.
Segundo o médico, a tendência é que o paciente continue com a dieta adequada após a retirada do balão. “Dos pacientes que fazem o procedimento, 30% reganham o peso. Esses pacientes, normalmente, são os que não fazem o acompanhamento adequado. Quando é feito o acompanhamento, esse número cai para menos de 10%. É importantíssimo o acompanhamento pós-balão”, destaca.

 

Planos

Os planos de saúde procurados pela reportagem não cobrem esse procedimento. Quem tiver interesse em fazer, é importante buscar essa informação com o seu próprio convênio.

 

Preparação

O médico conta que é feita uma triagem do paciente obeso como se ele fosse preparado para a cirurgia bariátrica. Uma equipe multidisciplinar acompanha a pessoa.
Indicações

Segundo o cirurgião, esse procedimento não é estético, mas de tratamento para obesidade de grau 1, quando a pessoa tem Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 30 e 35, e não tem indicação de cirurgia.

“Também é recomendado para paciente com indicação de cirurgia, mas que tem medo de operar. Um outro caso é o paciente que tem contraindicação ao procedimento cirúrgico. E, por fim, a técnica é utilizada em pacientes super obesos, que precisam operar em uma condição melhor”, diz.

 

Riscos

“O risco é baixo, semelhante ao de uma endoscopia comum. Se o balão for bem indicado esses riscos diminuem bastante”, afirma o cirurgião. De acordo com ele, pacientes que já foram submetidos a cirurgias gástricas, abdominais, com hérnia de hiato grande, têm risco aumentado de complicação. Já os que estão com úlcera ou gastrite, basta tratar antes de fazer o procedimento.

 

Onde fazer

“A gente só faz esse procedimento no paciente em um hospital, não é feito em clínica. O paciente que a gente trata é diferenciado, e por si só a obesidade traz complicações a qualquer tipo de procedimento”, avalia.

 

Se o balão estourar?

Se o balão estourar é necessário extraí-lo. “Se a pessoa for tratada de maneira correta e rápida, você consegue minimizar isso. Em poucos casos relatados o balão rompe e não se consegue tirar a tempo e precisa ser feita uma laparoscopia para retirá-lo. Normalmente quando esse balão rompe, o paciente liga, a gente o leva ao hospital e retiramos por endoscopia”.

 

Fonte: Gazeta Online  Data: 17/07/2012

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