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O Certo e o Errado no Tratamento da Obesidade com o Balão Intragástrico

 

A colocação do balão intragástrico é uma cirurgia ERRADO. Tanto a colocação quanto a retirada do balão no estômago é realizada por meio de endoscopia, na mesma rotina de um exame, ou seja, com sedação leve, em ambiente hospitalar ou ambulatorial, em que o paciente é liberado assim que se recupera do anestésico.

 

O balão é indicado apenas como preparo cirúrgico de super obesos ERRADO. Ao longo dos anos, diversos estudos comprovaram a eficiência do balão intragástrico para portadores de IMC a partir de 30 (obesidade grau I). O balão Orbera®, em especifico, foi além, ao ser o único atualmente aprovado pela ANVISA para pessoas com IMC acima de 27, ou seja, com sobrepeso. Isso demonstra que o tratamento pode ser ainda mais efetivo na prevenção da obesidade e reversão de casos mais leves, para evitar cirurgias futuras.

 

Durante a colocação do balão o paciente sente dor – ERRADO. A colocação do dispositivo segue os padrões de um exame endoscópico, com sedação leve, para que não ocorra nenhum desconforto. Há relatos de pacientes que estão mantendo o peso normal há três anos, por exemplo.

O balão intragástrico é um método definitivo e não precisa de acompanhamento médico para seus resultados de emagrecimento – ERRADO. O balão intragástrico é um tratamento reversível e o prazo de sua permanência dentro do estômago é de, no máximo, seis meses. O sucesso da terapia depende, essencialmente, do acompanhamento multidisciplinar (médico, nutricionista, psicólogo e preparador físico) para a obtenção de resultados em logo prazo e de forma definitiva.

Passados os seis meses e retirado o balão, o paciente engorda novamente ERRADO. Como o dispositivo é um impulsionador para novos hábitos de vida, baseados no tripé de atividade física, reeducação alimentar e mudança comportamental, a manutenção do peso depende de disciplina e adesão do paciente à um novo estilo de vida.

O balão pode permanecer no estômago além dos seis meses indicado – ERRADO. O prazo de seis meses é o assegurado pelo fabricante para que ele mantenha a sua integridade, visto que com o passar do tempo, o material do dispositivo sofre mais desgaste pelo contato com o suco gástrico. Caso seja necessário continuar com o tratamento após este período, é possível colocar um novo balão, após pequeno período de resguardo definido pelo médico.

O processo de emagrecimento com o balão é igual para todos – ERRADO. Cada organismo reage de forma diferente a distintos tratamentos, inclusive mediante a necessidade de somar ações adjuvantes para o melhor efeito. O balão Orbera® apresenta estudos científicos de eficiência, com perda média de 12% do peso inicial.1

O balão intragástrico pode apresentar efeitos adversos – VERDADE. É normal o paciente sentir desconforto abdominal, náuseas e/ou vômitos por um período de uma semana após a colocação do balão, porém seus sintomas podem ser controlados com medicação prescrita pelo médico responsável pelo tratamento.

Com o dispositivo no estômago o individuo não sente mais fome – ERRADO. O balão não tem a função de suprir a fome, mas sim garantir saciedade com menos alimento ingerido. Devido a sua localização no estômago, o balão faz com a pessoa se satisfaça com menos quantidade de comida ingerida.

Mulheres grávidas não podem se submeter ao procedimento – VERDADE. Mulheres grávidas não podem se submeter ao procedimento e aquelas que engravidaram depois da colocação devem retirá-lo, devido a questões anatômicas necessárias para o desenvolvimento do feto e o fato de não poderem ter restrição alimentar durante a gestação.

O balão intragástrico pode estourar com facilidade – ERRADO. O silicone utilizado no balão é resistente e ainda tem no estômago uma “barreira” protetora. Apenas em casos raros, embora ainda nunca presenciados, de acidentes de alto impacto poderiam atingir o dispositivo.

O vazamento do balão faz mal à saúde – ERRADO. O líquido presente no balão intragástrico é composto de material inócuo (soro fisiológico e azul de metileno). Ele tem a função apenas de preenchimento do dispositivo, como indicativo de segurança, caso ocorra algum vazamento. Neste caso, ao identificar uma coloração esverdeada na urina, o paciente deve procurar seu médico para verificação e possível necessidade de retirada do balão, no prazo médio de 48 horas.

O balão é eliminado pelo organismo, sem a necessidade de endoscopia de retirada ERRADO. O balão é feito de material resistente, de textura e tamanho considerável e, mesmo vazio, apresenta dificuldade para eliminação pelo sistema digestivo/intestinal, podendo causar grave intercorrência. A sua retirada deve ser realizada por endoscopia, sob sedação, logo após a permanência de 6 meses no estômago.

Pode-se colocar um segundo balão imediatamente após a retirada do primeiro – ERRADO. Após a retirada do primeiro balão é indicado um intervalo de pelo menos 30 dias para a colocação de novo dispositivo, para que o organismo se restabeleça.

É possível fazer atividades físicas logo após a colocação do balão no estômago VERDADE. O dispositivo no estômago não possui restrição para realizar atividades. Porém, elas devem ser liberadas gradualmente, na medida da adaptação e conforto do paciente. É importante seguir as orientações médicas, principalmente a respeito da prática de exercícios de alto impacto, como por exemplo, boxe.

 

 

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