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Informações Importantes sobre o balão intragástrico

Dieta Coletiva

 

 

A colocação do balão intragástrico poderá ser realizada tanto em hospital (“Day-Hospital”) como em clínica especializada (“Day-Clinic”).

Alguns sintomas podem ser comuns logo após a  colocação do balão como: náusea, vômito, dor abdominal tipo cólica e sensação permanente de plenitude. A  resposta quanto a intensidade e duração destes sintomas varia de indivíduo para indivíduo e ocorre rincipalmente nas primeiras 48 horas pós-colocação.

Dependendo da intensidade destes sintomas poderão ser necessárias medicação intravenosa e/ou internação para hidratação; decisão essa discutida em conjunto com o profissional da equipe, que estará em contato direto e à disposição do paciente para condutas adicionais.

Na consulta clínica pré-colocação do balão, o paciente já terá conhecimento sobre os efeitos colaterais a curto e longo prazo, bem como quanto às complicações mais frequentes. Também já estará orientado quanto às medicações que poderão ser prescritas no tratamento.

A adesão ao tratamento é fundamental. Durante o uso do balão, o paciente deve ter acompanhamento nutricional e médico periódico obrigatório, geralmente mensal ou durante o tempo de permanência do balão, pois os resultados deste método estão diretamente ligados à adesão ao programa proposto.

– A prática de atividade física melhora muito os resultados e poderá ser realizada normalmente após a 3ª semana da colocação do balão, salvo contra-indicação médica.

– E lembre-se: o balão intragástrico deve ser um promotor de mudanças de hábitos alimentares (reeducação alimentar) e de vida, pois a perda de peso será transitória ou inadequada, caso o paciente não mantenha as mudanças comportamentais que adquiriu durante o tempo de permanência do balão.

– Atenção: durante a permanência do balão deverá haver a observação constante da coloração azulada ou esverdeada da urina ou vômito (quando presente), isto obriga o paciente a entrar em contato urgente com a equipe médica que o acompanha.

O balão intragástrico funciona como medida coadjuvante ao tratamento clínico da obesidade, devendo estar associado a: dieta hipocalórica orientada, atividade física regular e mudança no hábito alimentar.

 

O Balão Intragástrico

O balão intragástrico é um dispositivo de silicone cujo objetivo é causar uma sensação de plenitude (estômago cheio), fazendo com que o  paciente sinta-se satisfeito mais rapidamente quando se alimenta, ou seja, promover saciedade precoce, desacelerar a digestão facilitando ao paciente a realização de uma dieta hipocalórica.

A colocação: o balão é colocado por via endoscópica em nível ambulatorial ou hospitalar (“Day-Hospital” / “Day-Clinic”), preenchido com soro fisiológico e azul de metileno estéreis (o corante azul dará o alerta em caso de rompimento do balão, através da urina tingida).

O balão pode ser retirado, caso o paciente não se adapte. Devido as características pessoais de cada paciente, o balão foi projetado para ter o seu volume ajustado de forma individual dentro do estômago, (entre 400 a 700 ml) volume esse determinado no ato da colocação pelo endoscopista.

Tempo de permanência: máximo de 6 meses, podendo ser retirado a qualquer momento por desejo do paciente ou indicação médica.

A primeira consulta deverá ser realizada pelo profissional, para orientação e preparo do paciente para a colocação do BIB TM.

Após avaliação clínica e laboratorial esse paciente estará então liberado para o procedimento.

Vantagens: a perda de peso estimada com a utilização do balão é em média 10% do seu peso pré-colocação, podendo ser alterada para mais ou para menos de acordo com a adesão do paciente ao tratamento.

Riscos:

1) Na colocação e retirada do balão por endoscopia, a sedação é realizada por anestesista, em ambiente hospitalar ou clínico.

2) Efeitos colaterais: imediatos (após 24–48horas da colocação) como já referido náusea, vômito e/ou dor abdominal. Apesar da orientação e prescrição médica pré-colocação, poderá ser necessário que o paciente seja encaminhado a um pronto atendimento escolhido pelo mesmo, para hidratação e medicação intra-venosa.

3) Complicações referidas na literatura: aderências, impactação do balão para o duodeno, intolerância permanente (vômitos incoercíveis por maior tempo do que o previsto), meteorismo, flatulência, úlceras e erosões gástricas, perfuração gástrica, infecção fúngica em torno do balão. Esses fatores poderão obrigar a equipe médica à príncipio indicar uma intervenção endoscópica e até mesmo retirada do mesmo antes do previsto.

É de fundamental importância o paciente entender que sem a sua colaboração o resultado do tratamento ficará totalmente comprometido.

 

Fonte: Allergan

Ivan Stabnov – CRM: 52.58052-7

 

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