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O PERIGO DA OBESIDADE E DAS DOENÇAS ASSOCIADAS AO EXCESSO DE PESO

obesidadeNeste ano, o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade e o Dia Mundial da Obesidade, ambos lembrados neste domingo (11/10), chamam atenção para um detalhe importante: obesidade é uma doença crônica que tende a piorar com o passar dos anos. Ou seja, se a gente não cuidar a partir do momento em que começamos a acumular peso, estamos sujeitos a ter a qualidade de vida comprometida e a desenvolver doenças como diabetes, problemas cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer.

A obesidade é fruto da interação de diversos fatores, como o patrimônio genético que carregamos e o estilo de vida pouco saudável. É por isso que os especialistas não têm dúvidas de que as mudanças de comportamento alimentar e os hábitos de vida sedentários atuam sobre a predisposição genética à obesidade. Abraçar atitudes saudáveis e ficar de olho em situações e comportamentos que favorecem o aumento de peso ainda continuam sendo os melhores caminhos para a prevenção da obesidade.

“Em muitos casos, o indivíduo vai ganhando peso e nem percebe. Geralmente, o ganho lento e gradual passa despercebido pelos parentes e amigos mais próximos. Quem realmente nota é uma pessoa mais distante. E a situação se torna mais complicada quando a pessoa com sobrepeso ou obesidade tem uma autoimagem corporal comprometida, o que pode fazer com que a excesso de peso não seja visto como um problema na vida dela”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Josemberg Campos.

E diante do acúmulo de peso ao longo dos anos, a pessoa corre o risco de ter a obesidade como uma ameaça, caso nada seja feito. Da faixa de sobrepeso, ela vai migrando para as classificações preocupantes e pode atingir a obesidade mórbida, que preocupa bastante os médicos, pois está associada à incapacidade funcional, redução da qualidade de vida, diversas doenças, redução da expectativa de vida e aumento da mortalidade.

“É importante alertarmos para os riscos do sobrepeso e da obesidade, que já atingem 52% da população brasileira. Ou seja, cerca de 100 milhões de pessoas no País vivem nessas duas condições, o que é preocupante. Afinal, a obesidade é uma doença grave e que se torna ainda mais séria quando a pessoa atinge graus de superobesidade e superobesidade extrema“, frisa Josemberg.

O índice aceito universalmente para a classificação da obesidade é o de massa corpórea (IMC), que é expresso pelo peso dividido pelo quadrado da altura em metros. A desvantagem é que o IMC não distingue a massa gorda da magra, mas continua adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o índice de referência de medida para a obesidade.

Assim, a obesidade é dividida em três níveis: obesidade grau 1 (IMC entre 30,0 e 34,9), obesidade grau 2 (IMC entre 35 e 39,9) e obesidade 3 (IMC acima de 40). “A partir de 50 de IMC, já consideramos superobesidade, uma condição muito grave, de difícil tratamento. Nesses casos, mesmo após a cirurgia bariátrica, o paciente dificilmente consegue voltar ao peso que tinha antes de se tornar obeso “, diz Josemberg.

Ele acrescenta que são pacientes que precisam se submeter a um tratamento clínico da obesidade antes de se submeter à cirurgia bariátrica. “Precisam de um bom pré-operatório, o que inclui reeducação alimentar e acompanhamento multidisciplinar, com vários profissionais de saúde. Se necessário, pode-se inserir um balão intragástrico antes da cirurgia, a fim de ajudar o processo de perda de peso”, ressalta o médico.

Arte_Obesidade

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