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Arriscados ou não? Tire suas dúvidas sobre a cirurgia bariátrica e o balão gástrico

Arriscados ou não? Tire suas dúvidas sobre a cirurgia bariátrica e o balão gástrico

Emagrecer não é uma tarefa fácil para muitas pessoas. Após várias tentativas de dieta e idas e vindas com a academia, há quem parta para métodos mais efetivos, como a cirurgia bariátrica ou o balão gástrico. Para te mostrar os principais detalhes desses procedimentos, o DAQUIDALI fez uma “ficha” de cada um deles.

CIRURGIA BARIÁTRICA

O QUE É?

Ela é bem conhecida no País, e se você não conhece diretamente alguém que fez, certamente há a amiga de uma amiga e por aí vai. “É um método de auxílio a perda de peso que consiste em uma cirurgia do trânsito intestinal ou redução do estômago para que o paciente obtenha uma sensação de saciedade e consiga administrar melhor a ingestão de alimentos e calorias. Existem três tipos clássicos de cirurgia: a restritiva, a mista e a disabsortiva”, diz o DR. SÉRGIO BARRICHELLO, gastroenterologista e endoscopista da Clínica Healthme de gerenciamento de perda de peso e MEMBRO DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA.

RESTRITIVA
Ela apenas diminui o tamanho do estômago ou faz com que haja alguma barreira na passagem do alimento, como a banda gástrica (tipo uma pulseira de relógio) que deixa o órgão como uma ampulheta. “Uma das mais utilizadas em todo mundo é a SLEEVE, conhecida como manga gástrica, feita por VÍDEOLAPAROSCOPIA, cortando o estômago verticalmente diminuindo 70% do tamanho dele. Isso gera uma restrição importante para que o paciente comece a ter a possibilidade de comer e se saciar rapidamente”, explica o médico.

MISTA
O modelo clássico é o BYPASS, conhecido como GASTROPLASTIA CAPELLA, que é disabsortivo e restritivo ao mesmo tempo, por isso, misto. “Aqui há uma diminuição cirúrgica do estomago em que ele fica com aproximadamente 4 a 5 cm apenas. No Brasil é a mais feita, em torno de 70 a 80% e tem excelentes resultado com índice de segurança muito grande”, afirma o Dr. Sérgio.

DISABSORTIVAS
São aquelas que mantém o estômago integro e apenas fazem o desvio do intestino, também conhecidas como cirurgias metabólicas.

BENEFÍCIOS

De acordo com o gastroenterologista, os principais benefícios são “a perda de peso muito consistente a médio prazo. De um a dois anos a paciente alcança o ápice do seu emagrecimento. Ao emagrecer, doenças relacionadas ao peso tendem a ser curadas ou muito melhoradas. Há, ainda, uma mudança positiva na qualidade de vida, aumento de fertilidade, autoestima em ascensão, reintrodução social e aumento da performance em atividades físicas”

RISCOS

Segundo Barrichello, “a bariátrica ainda tem um índice de mortalidade que vai de 0,1 a 0,3 por cento. Além disso, hoje, a taxa de reganho de peso é de 20 a 30% em uma media de 100 mil cirurgias no Brasil, ou seja, 30 mil novos gordinhos que foram magrinhos por um período. Outro ponto é que, quando as cirurgias são disabsortivas, você precisa tomar vitaminas e ferro (sem ele, há cansaço e anemia crônica) para o resto da vida, porque o procedimento faz com que elas sejam desviadas e não absorvidas. Por fim, no Bypass, há uma possível complicação chamada dumping, que se dá quando o paciente sente um mal estar súbito bem desagradável quando come excesso de carboidratos simples”.

QUEM PODE FAZER

Todo paciente com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior a 35 com doenças associadas a obesidade ou 40 sem doenças.

É VIABILIZADA PELO SUS?

Sim, apesar das filas ainda estarem bastante grandes. Também é possível fazer por convênios médicos.

FASES DE ALIMENTAÇÃO

De modo geral, o paciente fica de 15 a 30 dias em uma dieta líquida e depois evolui para a pastosa por mais uns 10 dias até chegar à possibilidade de comer alimentos sólidos.

DESAFIOS DOS PRIMEIROS DIAS

Inicialmente é conter o ímpeto alimentar. “Tem que tomar líquidos em pequenas quantidades, e isso nem sempre é simples, só que se tomar volumes maiores, é perigoso até para a cirurgia. A readequação aos hábitos é o maior desafio da paciente pós-operada, porque ela sai de um ambiente alimentar confortável para um importante ambiente de restrição alimentar”, destaca o especialista

PRECISA DE ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO?

É algo extremamente necessário. O tempo de acompanhamento depende, mas atualmente é de aproximadamente um ano.

BALÃO GÁSTRICO

O QUE É?

É uma prótese de silicone que é implantada no estomago do paciente por endoscopia. O expert explica: “entra pela boca, passando pelo esôfago e ai é insuflado com um volume de líquido que varia de 400 a 700 ml. É CONSIDERADO UM MÉTODO APENAS RESTRITIVO, NÃO CIRÚRGICO, e é temporário, ou seja, fica de seis meses a um ano, depende da prótese utilizada. Não precisa de internação, o paciente fica no hospital por uma media de três horas vai pra casa”.

BENEFÍCIOS

Promove uma saciedade precoce bastante importante. “Ele come uma pequena quantidade e rapidamente se sente satisfeito, assim a  ingesta calórica diminui muito. No mais, A PERDA DE PESO NO PRIMEIRO MÊS GIRA EM TORNO DE 7 A 10% DO PESO CORPORAL TOTAL. EM SEIS MESES PODE CHEGAR A 20%. EM UM ANO CHEGA DE 25 A 30%. Isso faz com que a pessoa fique totalmente estimulada! Ela vai para o retorno médico de coração aberto, e disposta a manter esse peso com todas as ferramentas dadas pela equipe médica multidisciplinar”, diz Barrichello.

Quer mais? O índice de complicação é próximo a zero, e “com a prótese de um ano, que é reajustável, você pode inclusive inflar o volume do balão, e assim aumentar ainda mais a saciedade da paciente, o que além de mantê-la nessa reeducação alimentar, TORNA MAIS FÁCIL O CAMINHO PARA QUE ISSO VIRE, DE FATO, UM ESTILO DE VIDA”, ressalta o Dr. Sérgio, que lembra: “o balão intragástrico, hoje, é o método de emagrecimento não cirúrgico mais eficiente disponível no Brasil”.

RISCOS

Há um risco de intolerância nos dois a três primeiros dias, “acompanhado da possibilidade de náuseas e vômitos intensos, o que faz 1 a 2% dos casos até desistirem de tudo. Há ainda o risco de vazamento do balão, mas gira em torno de 1 a 1,5% dos casos, muito pouco”.

QUEM PODE FAZER

Pacientes com IMC acima de 27. O gastrenterologista alerta que “é preciso passar com um endoscopista bariátrico par fazer essa avaliação se é necessária ou não esse procedimento”.

VIABILIZADA PELO SUS?

Não, e nem pelo convênios.

FASES DE ALIMENTAÇÃO

Nos primeiros 10 dias, dieta líquida, em seguida, uma semana de dieta pastosa e depois pode partir para os alimentos sólidos, mas tudo controlado por um nutricionista durante no mínimo seis meses ou um ano.

DESAFIOS DOS PRIMEIROS DIAS

Nos três primeiros dias aquela possibilidade de náuseas, vômitos e dor na boca do estômago, já citados acima, afinal é um corpo estranho que esta lá dentro, mas o médico tranquiliza que isso pode ser controlado com medicamentos.

PRECISA DE ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO?

Sim, para que o paciente consiga administrar a fome e a vontade de comer, tirar os aspectos compulsivos da alimentação e as compensações.

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